Reflexões sobre o Design
A palavra “design” é utilizada em todos os cantos para definir desde uma embalagem de produto até uma obra de alto nível de sofisticação artística.
Existem inúmeras definições de design, do Aurélio (disciplina que visa a criação de objetos, ambientes, obras gráficas, etc.) a Wikipedia (qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato).
Tom Peters, guru de gestão empresarial e inovação, e seu livro “Re-Imagine!”, cita que Design é muito mais do que iPods e produtos interessantes do ponto de vista estético. Design para ele é a forma como podemos tornar a vida das pessoas melhor e tornar as coisas claras, fáceis de usar e acessíveis. Bem diferente das bulas de remédios ou dos manuais de alguns produtos eletrônicos!
Donald Norman, autor de “Emotional Design: Why we love (ou hate) everyday things”, relaciona o valor do design à sua capacidade em despertar emoções, estimular a criatividade e fazer as pessoas se sentirem melhor.
Pense num sushi em formato e cor de coxinha ou numa ferrari branca, muda completamente a nossa experiência, certo? Então imagine que vivemos o tempo todo, da hora que acordamos até a hora de dormirmos submetidos aos estímulos visuais de produtos, objetos, pessoas, roupas, paisagens, telas de computador, interfaces de site, etc Estes estímulos foram antes pensados por equipes que “desenharam” como seria a experiência do usuário com aquele produto. Como você enxerga o balanceamento, harmonia, cores e formas, e como tudo isto mexe nas suas emoções.
Garr Reynolds, um dos autores mais reconhecidos no mundo nas apresentações, segue este caminho em seu novo livro “Presentation Zen – Design”. Já é o segundo com o mesmo tema: Presentation Zen. Muitas coisas já foram abordadas no primeiro livro mas vale à pena conferir.
Para ele, o Design é uma ferramenta poderosíssima para tocar as audiências durante as apresentações. Mesmo quando alguém decide usar os abomináveis bullet-points, o Design (ou a falta dele!) está presente e impactando de forma negativa. As pessoas fazem julgamentos imediatos durante as apresentações. É atraente, bonita, de bom gosto, profissional, criativa, diferente, feita para mim, enfim, qualquer adjetivo que seja utilizado pela audiência é resultado, em grande parte, do Design apresentado.
Até para o conteúdo o design está presente, pois a história contada com cada palavra e frase utilizada, constrói uma imagem na cabeça da audiência.
Carmen Taran, nossa parceira nos EUA e autora do livro “Better Beginings”, possui uma palestra que foca em como criar interesse no primeiro impacto da apresentação. O nome é sugestivo: Love at first slide! O Design está presente o tempo todo no conteúdo da palestra.
Junto com o Design, está a Usabilidade (Usability). É como tornar amigável a interface entre o usuário e seja o que for que esteja sendo utilizado! O mesmo Donald Norman que vimos anteriormente, possui um livro bem interessante que aborda os objetos utilizados no dia a dia: The Design of everday things.
Na próxima vez que for preparar a sua apresentação, pense que mesmo a ausência de Design, já é Design!
Portanto, ao invés de seguir o “Mestre” do PowerPoint, siga sua intuição e criatividade, e acredite que você pode gerar experiências marcantes por meio do Design.





